Procura-se uma empregada desesperadamente.

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A imagem da empregada perfeita!

Taí uma coisa com a qual não dou sorte. Já cheguei até a pensar que o problema fosse  comigo, mas encontrei várias pessoas no mesmo dilema: encontrar uma boa empregada doméstica.  Nunca foi tão difícil encontrar uma pessoa que alie três qualidades básicas – confiança, respeito e eficiência – para trabalhar em nossa casa. As pessoas tendem a confundir simpatia e educação com intimidade e começam a abusar, não fazem o serviço direito, faltam com o respeito, não inspiram confiança, etc. Tive experiências muito ruins e cada vez mais me  decepciono. Não consigo ficar indiferente a uma pessoa ali na minha casa e é claro, sempre trato bem. Converso, dou coisas novas que não uso mais ou que nunca usei ( já cheguei a dar um computador semi novo para uma ex empregada) e sempre me ferro. Pago bem – afinal, é para cuidar de uma casa – não abuso, ou seja, é de segunda à sexta das 8:00 às 17:00 h,  assino carteira, tudo certinho e tal. Sinceramente, não sei o que se passa na cabeça destas pessoas. Querem ganhar, mas não querem trabalhar. É isso?   

O último “trauma” foi há apenas 5 dias. Dispensei uma criatura louca que ficou 15 dias e já me causou uma dor de cabeça. O pior é que veio por uma agência. Paguei pela “cidadã”. E não foi pouco. Tenho direito a “troca”, mas, sinceramente, quem quer ficar fazendo teste “Omo” com pessoas totalmente estranhas dentro de casa? Elas conhecem a sua casa, sua rotina, mexem em suas coisas e em  seus pertences. É muito complicado. Ainda mais quando temos filhos pequenos.

Mas, também tive experiências boas. Somente duas, mas é o começo. Uma, estava comigo desde o início do casamento fazendo faxina e ficou direto depois que  eu tive o Gabriel. Mas ela terminou o ensino médio e teve oportunidade de trabalhar em outra área. Eu apoiei a sua decisão de querer algo melhor para a sua vida, é claro. Apesar do salário não ser mais alto do que pagávamos, tentar algo diferente do serviço doméstico era um sonho antigo. Ela chorou, se desculpou e se foi. Nunca precisei pedir para ela limpar alguma coisa ou lhe chamar atenção. Ela cuidava de tudo como se fosse dela.

A outra, ficou pouquinho tempo. Foi um achado. Começou em Dezembro de 2010, mas no final de Fevereiro deste ano, descobriu que estava com um mioma e teve que parar para fazer o tratamento. Não era “superrr” eficiente como essa outra, mas aos pouquinhos ia pegando o jeito. Mas ela era tão respeitadora e o seu carinho com o Gabriel (apesar de não ser para cuidar dele, só da casa) era tão grande, que “uma poeirinha ali ou acolá” ficava em segundo plano. 

Todo o resto foi decepção.

Fico com uma “invejinha branca” daquelas pessoas que tem a mesma empregada há anos e que não as trocam de jeito nenhum; já as consideram amigas, ou alguém da família e seus braços direitos. E elas, as empregadas, também nutrem um carinho e fidelidade muito grande por estas famílias e, apesar de toda intimidade, nunca deixam de respeitá-las.

Esse é o meu sonho de consumo.

Vou colocar um anúncio:

Procura-se uma empregada doméstica com as seguintes características; confiança, respeito e eficiência para ser o braço direito de uma linda família. Paga-se bem. 

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