Não estacione!

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Quer ver uma coisa que me deixa fula da vida é estacionarem em frente à minha garagem. Tá bom, vai, uma das  (muitas) coisas que me deixa fula da vida. Sou uma pessoa um pouquinho stressada, sabe? Sou uma mistura de Docinho (das meninas super poderosas) com o Pato Donald:)

Enfim, a garagem. Pois é. Eu não entendo como existe tanta gente tão cara de pau que tem coragem, coragem não, porque coragem é uma qualidade, ou melhor, falta de vergonha na cara, educação e respeito que estaciona em frente à garagem dos outros. Sinceramente, eu não entendo. Outro dia, o Carlos estava chegando em casa mais cedo, mega cansado, e tinha um carro impedindo a entrada. Ele não se abalou e simplesmente parou o carro atrás e  prendeu o cidadão. Depois de uns 30 minutos, chega o casal de infelizes, que toca o nosso interfone, muito sem graça, tentando se explicar e acaba tomando uma lavada (educada, é claro, porque Carlos Alberto não é dado à barracos ou chiliques, ao contrário da minha pessoa)  para deixarem de ser espertinhos. Isso é constante. Isso é MUITO irritante! O problema é que, assim como o título do filme  “Tudo acontece em Elisabethtown”, aqui “Tudo acontece na rua tal” (a rua “tal” é a minha, para quem não entendeu). Tem uma escola primária quase em frente à minha casa, tem uma papelaria & confecção de uniformes ao lado, tem um bar em uma esquina e um restaurante na outra. E para completar, tem uma clínica do Detran mais à frente (sendo que já é uma outra rua) com o mesmo número da minha casa. Mas a clinica para exames do Detran, como já é de se supor, obviamente, tem uma placa enoooooooooooooooooooooorme, escrita o que, o que? DETRAN, é claro. Mas, sempre tem uma, aliás várias,  antas cegas  pessoas “distraídas” que chapam o dedo no interfone dizendo “ter um exame de vista marcado”. Curiosamente, na minha casa tem uma placa azulzinha com o nome da nossa rua e o numero da nossa casa. Agora, eu pergunto; como pode alguém olhar o número, olhar o nome da rua diferente, não ver placa alguma escrito “DETRAN” e ainda assim tocar o interfone? Hã? Deixo para Freud ou nem ele consegue explicar?

Agora vem a pergunta mais difícil;  por que na hora de estacionar as pessoas não acham que aqui é realmente a clínica do DETRAN? Não seria ótimo? Porque aí então eles respeitariam a garagem, não é mesmo? Acho que vou colocar uma placa escrito “garagem do DETRAN”.

Ah, falei dos “franelinha”? Gente, aqui é super organizado. Tem turno, divisão por áreas e tudo…

O pior disso tudo, é que o ônibus da escolinha do Gabriel não entra na minha rua por causa desta fuafa toda. Ele só vai no transporte escolar. Na volta tenho que pegá-lo. Português claro? É uma baita sacanagem. Todo mundo quer estacionar na portinha da escola ou na garagem dos outros para pegar seus filhos e, junto com a fuafa da papelaria, bar e restaurante, deixam a minha rua impraticável.

Quando vamos deixar ou pegar o Gabriel na escola, sempre respeitamos os outros, pois a educação começa por nós e é essa educação que quero passar para ele. Estacionamos mais distante e andamos alguns metros até a escola, afinal que mal há se o dia está bom? Num dia de chuva, tudo bem, a gente quer mesmo é proteger nossos filhos, mas num dia lindo como de hoje, onde fica o respeito, a educação e as boas maneiras? Em casa é que não fica, pois é lá onde tudo começa. Fica esquecida, ignorada ou talvez estacionada em frente à garagem de alguém… 

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